3 de fevereiro de 2011

Sidharta e a busca do caminho espiritual


Seguindo o conselho de meu amigo Cotó, resolvi ler o livro Siddharta, de Herman Hesse. O livro é relativamente curto, e pode ser lido em poucas horas. Em síntese, o livro trata da jornada espiritual de Sidarta (não confundir com o Sidarta Gautama, o Buda), que inicia a vida como uma brahmin. Insatisfeito com rituais vazios, renuncia à sua vida privilegiada e se torna um samana, um asceta indiano que abdica dos mais singelos prazeres materiais. Ainda não realizado, após um encontro não muito amistoso com Gotama (esse sim, o Buda, que faz essa ponta no romance), ele se entrega ao sexo e à vida mundana, adotando como mestra uma cortesã, Kamala (Lótus, em sânscrito). A partir daí, sua jornada pela espiritualidade e a iluminação segue altos e baixos.

Para aqueles que estão à procura do caminho, Herman Hesse deixa algumas lições bem claras:

Lição número 1 - De nada adianta seguir uma religião ou qualquer doutrina espiritual. A busca espiritual possui um caráter individual. De nada adianta seguir os passos de um professor ou um guia espiritual. Qualquer tentativa nesse sentido é inútil. Essa lição está no ditado espanhol: Caminhante, faz-se o caminho ao andar!

Lição número 2 - A Iluminação não é um evento único, um ponto culminante na busca espiritual. Ela acontece, recebemos o insight, depois retrocedemos. Depois iluminamos novamente. Depois de volta à amargura. Depois mais um satori. Infindável como é, ela segue nossa existência e não se resume a um momento exclusivo de revelação. Iluminamos e apagamos para iluminarmos novamente.

Lição número 3 - ... - Leia o livro. Ela está lá, bem nas entrelinhas.

2 comentários:

  1. O livro é bom mesmo Toad. Já tinha lido ele. Li também o Lobo da Estepe, mas não achei tão bom quanto esse. Valeu e parabéns pelo blog.
    Taradim

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