
As recentes manifestações da chanceler-bunker alemã Angela Merkel e do primeiro-ministro inglês David Cameron de que o "multiculturalismo não deu certo", de que passa a ser necessário agora incorporar os estrangeiros, os imigrantes, os clandestinos, à moda européia, contraria em muito os supostos ideais liberais (ou libertários?) professados por senhores e senhoras europeus mundo afora.
Diz a senhora alemã: “E é claro que a maneira que estamos tentando construir uma sociedade multicultural e viver lado a lado uns dos outros... Essa estratégia fracassou, fracassou completamente" e “O multiculturalismo está morto”.
Diz o primeiro-ministro britânico: “Francamente, nós precisamos de muito menos tolerância passiva dos últimos anos e muito mais liberalismo ativo, muscular”.
Acostumada a deitar e rolar nos países que dominaram, seja na base do canhão, seja na base do querequéqué, agora, após décadas de imigração intensa periferia-centro (e o que mais a assusta, dos países de tradição islâmica), a Europa se vê acossada internamente e, por não saber lidar com o discurso da tolerância na sala de estar de sua própria casa (aprendeu muito a fazer graça com o chapéu dos outros...), parte agora para o contraataque, tendo que defrontar suas próprias inconsistências ideológicas e, por que não, seus próprios fantasmas.
Retorno ao Estado-nação forte do século XIX? Dificilmente. Os países europeus hoje se deparam com regionalismos e cismas dentro de seus próprios Estados e qualquer discurso totalizante certamente não será bem-sucedido.
O que se vê é uma Europa que não sabe lidar com valores estrangeiros que vão contra os princípios liberais tão profundamente professados. E o mais interessante: entre esses princípios, a idéia de tolerância é rainha. Mas como agir com tolerância contra intolerantes ou aqueles que representam idéias contrárias aos mais comezinhos princípios ocidentais? É possível uma acomodação, uma síntese desses valores? Ou a intolerância européia ganhará força, com a ampliação da vitalidade de partidos de (ultra?) direita?
O multiculturalismo significa a coexistência pacífica de povos que, embora possuam diferentes valores, compartilham o mesmo espaço e se toleram por meio de regras de convivência mutuamente acordadas.
O mundo perde com uma Europa intolerante, pois sempre foi vanguardista na defesa das liberdades e dos direitos humanos.
Devemos acompanhar de perto o desenrolar dos próximos capítulos, pois há uma nova configuração internacional surgindo, que não fica apenas na redistribuição de poder para os países emergentes, pois alcança também a reconfiguração de valores no campo simbólico das relações entre os povos. A ver...
Diz a senhora alemã: “E é claro que a maneira que estamos tentando construir uma sociedade multicultural e viver lado a lado uns dos outros... Essa estratégia fracassou, fracassou completamente" e “O multiculturalismo está morto”.
Diz o primeiro-ministro britânico: “Francamente, nós precisamos de muito menos tolerância passiva dos últimos anos e muito mais liberalismo ativo, muscular”.
Acostumada a deitar e rolar nos países que dominaram, seja na base do canhão, seja na base do querequéqué, agora, após décadas de imigração intensa periferia-centro (e o que mais a assusta, dos países de tradição islâmica), a Europa se vê acossada internamente e, por não saber lidar com o discurso da tolerância na sala de estar de sua própria casa (aprendeu muito a fazer graça com o chapéu dos outros...), parte agora para o contraataque, tendo que defrontar suas próprias inconsistências ideológicas e, por que não, seus próprios fantasmas.
Retorno ao Estado-nação forte do século XIX? Dificilmente. Os países europeus hoje se deparam com regionalismos e cismas dentro de seus próprios Estados e qualquer discurso totalizante certamente não será bem-sucedido.
O que se vê é uma Europa que não sabe lidar com valores estrangeiros que vão contra os princípios liberais tão profundamente professados. E o mais interessante: entre esses princípios, a idéia de tolerância é rainha. Mas como agir com tolerância contra intolerantes ou aqueles que representam idéias contrárias aos mais comezinhos princípios ocidentais? É possível uma acomodação, uma síntese desses valores? Ou a intolerância européia ganhará força, com a ampliação da vitalidade de partidos de (ultra?) direita?
O multiculturalismo significa a coexistência pacífica de povos que, embora possuam diferentes valores, compartilham o mesmo espaço e se toleram por meio de regras de convivência mutuamente acordadas.
O mundo perde com uma Europa intolerante, pois sempre foi vanguardista na defesa das liberdades e dos direitos humanos.
Devemos acompanhar de perto o desenrolar dos próximos capítulos, pois há uma nova configuração internacional surgindo, que não fica apenas na redistribuição de poder para os países emergentes, pois alcança também a reconfiguração de valores no campo simbólico das relações entre os povos. A ver...
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