
Imagine ficar pendurado a 100 metros de altura, com a vida por um fio (uma corda e uma cadeira de escalada, na verdade), ao lado de uma queda de cachoeira com a força de 100 toneladas. Agora, imagine-se, assim pendurado, aos poucos, realizar pequenos saltos (às vezes passos) em meio a rochas, árvores horizontais, lama, mato, terra... A verticalidade se torna a vida. A vida se torna vertical. Enquanto desce - uma descida que não acaba - o vapor da cachoeira limpa o suor e a adrenalina escorre. Adrenalina e cachoeira se misturam. Depois, a adrenalina vira cachoeira.
Empolgação de marinheiro de primeira viagem? Não há dúvidas. Mas é uma sensação fantástica, em que a beleza da natureza verbalizada numa queda d'água se mistura com um ritmo cardíaco ultra-acelerado. Nessa mistura, sobra só o tempo presente, consumindo 100% da atenção.
Ao invés de horizontal, acho que o mundo deveria ser vertical.
Empolgação de marinheiro de primeira viagem? Não há dúvidas. Mas é uma sensação fantástica, em que a beleza da natureza verbalizada numa queda d'água se mistura com um ritmo cardíaco ultra-acelerado. Nessa mistura, sobra só o tempo presente, consumindo 100% da atenção.
Ao invés de horizontal, acho que o mundo deveria ser vertical.
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